terça-feira, 21 de junho de 2011



Eu tenho mil motivos para te odiar, mil dedicações com o seu nome e milhares de recados não enviados. Torpedos, emails e cartas rasgadas e em todos esses momentos... Eu só consegui sentir a revolta ao escutar teu nome, sentir seu cheiro e até mesmo ao ouvir tua voz. Nada me conforta mais que uma noite sua mal dormida, uma ligação perdida, um manifesto de saudade do passado. E ainda sim, eu ficaria de pé escutando todos os seus lamentos.Ao não me salvar do precípicio, naquela escuridão que eu estava, esperava mais de ti ... Mas sua face suja de lama e de vergonha me mostrou a verdade sobre nós. 

Um passado manchado, marcado por lágrimas e dor, encobertas pelo sangue que derramaste de mim enquanto dormia...Tenha a plena certeza de que nenhuma gota terá sido em vãp, pagarás pelo óbito, pela morte, pelo vazio consumido aos poucos. Sua face encoberta pela desonra e desdenho, logo apareceram seus pequeninos feitos pelo amor ou a causa da sua dor absurdamente infinita onde meu corpo estirando estará para sempre em seu pensamento.A sombria imagem de que eu sou a sua pior mensagem ou a sua pior profecia...

Se concretiza. E o que farás para detê-la, nada ? Normalmente, faria mais não ?
O ódio, a dor e o sussuro da sua voz nojenta ao meu ouvido estão aqui. Pena, que das suas cartas sobraram apenas cinzas desse amor pobre e imundo de desejos inoportunos e covardes contra sua própria consciência, que dê tanto tentar hoje se rende ao lado obscuro que sempre pertenceu...

Esse ódio que ferve em minhas veias, cada vez mais me fazem retornar do passado, retirando as cinzas e culminando, acabando e exterminando qualquer lembrança existente na memória. Suas palavras doces, de açúcar e de mel não teriam sido em vão se as suas atitudes fossem outras em relação a esta moribunda que faz aqui no seu território sombrio. Lembre-se de cada segundo da minha morte repentina nunca terá sido em vão... 

Pois de onde eu estiver virei atrás de justiça pelo mal que me fez. E a vingança terá sido apenas uma palavra dita na imensa escuridão do meu ser... Apenas a morte poderá explicá-la agora !



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